quarta-feira, 5 de março de 2014

Postagem DUPLA! GUARAREMA

Alô pessoal! Segue uma postagem dupla de pedal para a cidade de Guararema

Como podem ver, ultimamente eu entrei na onda de pedalar na terra, descobri um contato com a natureza muito maior e visuais mais conservados, tranquilidade e mais segurança, repito: mais segurança! Pedalar nas rodovias ficou muito perigoso além do risco de atropelamento, o risco de assaltos ter aumentado muito. Na estrada de terra é muito divertido, as pessoas que passam você pode cumprimenta-las normalmente que elas lhe respondem com a mesma educação, o "sertão" me atrái.

Pedal de Mogi das Cruzes a Guararema; dia 23/02/2014 (via estrada do Procópio)


Eu queria testar o meu bike fit, fui para Mogi das Cruzes e ultimamente estou na onda de pedalar na estrada de terra, achei uma rota do Desafio Rural etapa fazendão e resolvi fazer ela ao contrário chegando na cidade de Guararema, esse era o começo do pedal, na estrada do Procópio 

Conforme você vai andando a estradinha vai ficando mais fechada e a mata mais densa, o chão vira uma areia branca, porém firme, a bike desenvolve legal neste trecho. 

Logo se chega ao pequeno distrito de Sabaúna onde tem essa atraente estação de trem, a única coisa que odiei nesse trecho foi o caminho de paralelepípedo, é muito pior que pedalar no estradão de terra


Maldito paralelepípedo, mas a vila pe bem pacata e tranquila, esse trajeto que estou indo será a minha volta do próximo pedal que estará logo abaixo, por isso a postagem se chama "postagem dupla"


Por diversas vezes você cruza a estrada de ferro, é a mesma que sai de Cesar de Souza e chega em Guararema, mas vamos beirando ela por alguns trechos e outros a estrada de terra se afasta. 

 Passagem em nível


Esse paralelepípedo me torrou a paciência na volta do outro pedal, dessa vez eu desci mas da outra subi então permaneci mais tempo nele e não via a hora dele acabar 


 Descendo pra Guararema foi moleza


 Essa placa quando aparece geralmente assusta porque dá a impressão de que virá uma boa serra pela frente, mas nesse caso era só uma subidinha básica


 Tive que fotografar esse fusca branco pois para mim o fusca branco é o veiculo oficial off-road, quando estava indo para Monte Verde era fusca para todo lado nas estradas de terra, até parecia que estava nos seguindo, não foi uma vez nem duas que passou um por nós, foram dezenas, em Mogi também não foi diferente

 Peguei gosto pela terra, a pouco tempo atrás eu dizia que não gostava de terra, que era desconfortável, que detonava a bike, que a Bike ficava encardida, mas depois que comecei a andar viciei, perdeu a graça andar no asfalto


 Estamos perto do destino que era Guararema. Depois desse trecho peguei um subidão e como é obvio sempre uma bela subida te leva a um belo lugar e o visual se abre, é recompensador

 De repente me vejo acima de todas as outras montanhas já estava pertinho de Guararema, depois desse trecho tem uma descidona alucinante, quando fui descer ela eu me lembrei que eu estava no caminho contrário do desafio rural e pensei: "quando o pessoal fez o desafio rural subiram essa subida, nem a pau que eu vou fazer esse caminho voltando, bastou uma semana pra eu voltar no mesmo local e fazer esse trajeto voltando.

Mogi - Guararema - Etapa 2 dia 3/03/2014


 Saindo de Mogi das Cruzes, no bairro de Cesar de Souza, sede da TV Diário


 Aqui é a Estrada da Santa Catarina, pode reparar nas margens da estrada que há vestígios de terra, o estradão marrom estava perto!


 Andando nessa estrada encontro esse belo portão da "Fazenda Santa Catarina", a fachada desta fazenda era bem imponente e depois desse ponto veio um descidão muito legal

 Nesse trecho aqui tem esse lago e essa estradinha, pela track do desafio rural eu deveria ter transposto esse lago, mas eu nem me atentei em olhar o gps, somente continuei pedalando


 Pensei: se estou na Estrada Biritiba-Mirim Guararema estou certo, mero engano


 Chegou essa baita subidona e eu me recusei a pedalar, já que não queria força e estou me recuperando de uma lesão no joelho, resolvi olhar a altimetria, então percebi que eu estava fora da rota do desafio rural, Abri o outro GPS e percebi que eu "estava errado mas estava certo", não estava na rota do desafio rural mas e compensação essa estrada municipal me levaria ao município de Guararema que era meu objetivo


 Continua subindo e como sempre o visual é algo sensacional nesses lugares inóspitos


 Chegando o fim da subida

 Pequeno vídeo que fiz no alto dessa subida, mas como sempre ele não representa a vista como ela é, apenas uma idéia de como pode ser, os vídeos sempre me frustram kkkkkk


 De repente me vejo no meio e um mar de eucaliptos, visual um tanto parecido com aquele de Monte Verde


 Chegando nessa base da Trans Petro eu errei o caminho denovo, andar pelas estradas de terra tem que estar pronto pra se perder, olhar GPS, perguntar, Olhar GPS de novo, andar no asfalto é moleza, na terra dificilmente você encontrará uma plaquinha indicando o caminho. Voltei e peguei o caminho certo


 Um retão longo de asfalto e eis que me deparo com essa bifurcação, para a direita era a felicidade, para a esquerda o asfalto de sempre mas parei e pensei: eu conheço esse lugar, ai que fui me lembrar que essa entrada sai na Cachoeira do Putim em Guararema, não podia passar tão perto da cachoeira e não dar um mergulho.

 Essa cachoeira é ótima e que considero relativamente segura em relação a água pois não há onde se afogar ou coisas do tipo


 Dei uma escorregada no tobogã natural, fiquei enrolando e se banhando na queda por um tempo


 Ao contrário do me disseram qando viram a foto: A cachoeira não é suja, é barrenta! mas a água é limpa

 Um retrato para registrar


 Não estava muito sol mas estava calor, uma temperatura agradável para um banho


 Andei poucos km pelo asfalto para chegar ao centro de Guararema que passa por essa bela estação, que é no mesmo padrão daquela de Sabaúna e de outra que está sendo construída que você verá logo mais


 Aqui começa o subidão que eu já citei que eu não subiria no primeiro pedal, lá estou eu para subir


 Nem foi tão difícil, fui pedalando devagarinho e rapidamente eu já estava no topo


 O fim dessa subida


 Visual típico desse tipo de passeio rural


 Aqui temos essa estação sendo construída no mesmo padrão de Sabaúna, Guararema e também jacareí que visitei uma vez, é um mesmo ramal, agora o porque estão reformando essas estações ainda não tenho a informação oficial


 Mapa da estrada de ferro e dos distritos que passa, também há a estrada pavimentada e não pavimentada


 E nessa minha volta rapidamente chego novamente ao município de Mogi das Cruzes, fui por um caminho novo e voltei pelo que tinha ido no pedal anterior


 Dessa vez, como era carnaval estava tendo uma folia lá na vila de Sabaúna


 Este trecho é uma ciclorota de MTB, logo sai na estrada do procópio que chega em Cesar de Sousa em Mogi das Cruzes


 Aqui parei perto desta capela nem um pouco chamativa, parei para dar uma alongada nas pernas e resolvi registrar

 Estrada do Procópio voltando pra Mogi, em alguns momentos a mata é um tanto quanto fechada e um constante aclive, acredito ser uma pequena serra mas não me atentei para a altimetria, aos poucos vai se abrindo a mata


 Final da estrada de terra, Estrada do Procópio


Aqui é uma bifurcação, foi a bifurcação que no começo do pedal eu tinha entrado a direita e voltei pelo caminho que saia na estrada da esquerda, daqui foi só contornar no centro de Mogi e voltar para casa.

Como ultimamente estou na onda de pedalar por estradas de terra, estou buscando e até mesmo criando rotas e utilizando meu GPS NaviComputer (indico) que descobri pra windowsphone que funciona perfeitamente e tem me ajudado nessa tarefa de andar por essas estradas que para mim são desconhecidas, como nem sempre uma pessoa que conheça quer acompanhar, o jeito é ir se guiando pelo GPS e curtindo o pedal. Até a próxima trip galera! Espero que tenham gostado.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mairiporã - Monte Verde - Camanducaia (estrada de terra)

Olá pessoal, aqui vai mais um relato da viagem realizado nos dias 8 e 9 de Fevereiro de 2014 com destino a Monte Verde - MG

O pedal começou no bairro do Jaraguá em São Paulo, mas nossas rotas por estradas de terra só começariam mesmo em Mairiporã. O Vitor ficou na mnha casa para ganharmos tempo já que moro a apenas 30km de Mairiporã. Acordamos as 4h, tomamos café e partimos as 5h15.


 Aqui a gente tinha acabado de sair da minha casa com destino a cidade de Mairiporã onde encontrariamos o Fausto

 Chegando na cidade de Mairiporã e o sol quase pra nascer

Paramos no posto onde o Fausto estava nos esperando, ele estava trocando o pneu que tinha furado devido as sujeiras na Fernão Dias, aproveitamos e tomamos um café na conveniência do posto.

 Entramos então na Estrada do Rio Acima onde começou a estrada de terra

 Vitor e Fausto pedalando na Estrada do Rio Acima

E o sol nascendo fortemente!

 Chegamos nessa barragem que chamam de cachoeira das 7 quedas. A violência da água é assustadora. Eu ouvia dizer nela mas pensei que de fato fosse uma cachoeira, mas não, é apenas a barragem do rio, saber que tem loucos que se arriscaram a descer ali é impressionante.

 Essa ponte nos levaria de volta para o asfalto, mas nós queriamos ir pela terra e o mapa dizia que tinha outra saída mais a frente.

 Andamos um pouco e eu pensei em olhar o GPS, a surpresa, a gente estava fora de rota e uma saida que constava no mapa simplesmente nao existia, fui mais a frente e nada da entrada, então voltamos e passamos novamente por essa ponte e fomos pelo asfalto

 Grande Fausto (o catraca quebrada), nos disse que tinha esse lugar com um pão bom, paramos lá, tomamos uma garrafa de tubaína e comemos o pão, ficamos batendo papo e depois seguimos.

 Estrada do Rio Acima, seguimos pelo asfalto até uma entradinha para uma estrada de terra que no levaria ao centro de Nazaré Paulista

Essa era a estradinha

 Como sempre, era uma entrada a esquerda com um baita subidão, isso era sempre recorrente no pedal

Vitor e o catraca quebrada 

 Vitor parou pra fazer algo, aproveitei e fotografei

 Como sempre, tava fácil demais pra ser verdade, apareceu essa ladeira sinistra, na foto não da para perceber, mas ela é muito inclinada mesmo. Passou um caminhão por nós que foi subindo em 1ª marcha bem devagar, paramos de ouvir o barulho dele bem longe e não tinha trocado a marcha ainda.

 Era o Morro da Paina

 E os visuais como sempre não deixam a desejar!

Depois desse ponto nós chegamos na cidade de Nazaré Paulista, paramos para tomar um refrigerante, ficamos batendo papo um tempão e a preguiça batendo forte. O Sol esquentava cada vez mais, mas nós precisávamos seguir.



Depois começamos a subir essa serrinha "marvada", ainda de asfalto e o visual só melhorava 

 Dá para ver a estradinha perto do arame farpado

 Eu tinha que sair na frente dessa bela paisagem 

 e o Fausto também!

 Chegamos a esse mirante

 Vitor conferindo o facebook

 Hidratamos e comemos algo antes de seguir

Logo começamos a descer e chegamos em Piracaia, chegamos por trás da entrada da cidade, da outra vez que fomos por Bom Jesus dos Perdões saimos na entrada, dessa vez como viemos por Nazaré Paulista saimos aos fundo. Almoçamos num restaurante Bom e Barato, comida ótima, como era sábado eu fui de feijoada, mesmo com calor eu adoro.

 Saimos da cidade e a estradinha que pegamos ia beirando a represa, a gente já estava procurando um lugar pra descansar quando passamos por um entrada que ia pra beira da represa de Piracaia, tinha uma família se banhando, um pessoal acampando.

 Um lugar super tranquilo

 Bike do Fausto

 Bike do Vitor

 Minha bike

 No lugar em que a família se banhava nós entramos e ficamos na beirada da represa se banhando, foi bom pra tirar o suor do dia inteiro pedalado, pra refrescar do calor. Fausto na foto

 Não bastasse todo de roupa azul, até dormir os caras dormem igual! (risos)
Era um lugar ótimo para tirar um cochilo após o almoço, eu forrei um plástico mais a frente e aproveitei pra deitar um pouco também.

Depois desse ponto nós chegamos na bifurcação de uma igrejinha abandonada onde já paramos uma vez no nosso pedal para Extrema, mas seguimos direto, dessa vez entramos lá e já sabia que era uma serra, mas ninguém sabia a encrenca que nos aguardava!

 Como sempre, nas fotos não dá para ver a inclinação real das subidas, mas digo: é muito tensa! Não dava pra pedalar

 Era só o começo, a subida seria insana, inclinação de 9% durante 5km chamado morro dos Lima

 Subia, subia e subia, não melhorava, só piorava. Chegando quase no topo estava anoitencendo, eu não queria ficar naquela subida de noite, montei na bicicleta e começei a pedalar, ou vai ou racha, eu queria terminar aquela subida antes de escurecer totalmente




 Ufa! chegamos nesse lugar que tinha um boi nervoso que dava pra ouvir de longe, como sempre o Fausto colocava o nome nas serras que subimos com o detalhe de alguma coisa que tinha acontecido, essa ficou batizada como "Serra do Boi bravo"

Chegamos no topo da serra totalmente escuro, ligamos todas as lanternas no mais potente e começamos descer. Chegamos em Joanópolis, procuramos algo pra comer e achamos uma esfiharia, eu comi 10 esfihas e eram grandes, muito gostosas por sinal. Saimos de lá em busca de um camping, andamos pela estrada que nos levaria até a cachoeira dos pretos. Encontramos uma estrada que dizia que Monte Verde estava a 35km mas não passaria na Cachoeira do Pretos, e ainda descobrimos que a cachoeira não dava para entrar, era só para apreciar, a votação dessa vez venceu por dois votos a um e entramos na estrada. Pegamos uma entrada a esquerda que levava ao bairro Cam Cam e o Vitor tinha visto na internet que tinha um camping lá, entramos e chegamos ao Cam Camping.

Entramos, a cancela estava aberta, nem uma alma viva se quer, o local tinha banheiro, torneiras e tomadas. Montamos a barracas pendemos as bikes no poste e dormimos. A noite fez muito frio! Eu não levei blusa, a sorte que tinha uns panos em cima da mesa do camping que nos serviu de cobertor, em um momento na noite eu abri a barraca e coloquei a cabeça pra fora, estava uma neblina muito forte, não dava pra ver nada, chuto que estava de 13 a 15ºC.

 Amanheceu, o Vitor levantou e saiu, eu e o Fausto que tinha passado frio a noite inteira ainda tinha sensação de frio, o Vitor que dormiu com o coberto de emergência disse que não estava frio

 Começou a sair o Sol, imagina acordar com esse visual! Serra da Mantiqueira

Não tinha nada pra comer, pedalamos até a Pousada do Vale, chegamos lá por volta de 7h30, o zelador nos recebeu e perguntamos se eles poderiam nos servir um café da manhã. Logo o dono nos atendeu, disse o valor e nos serviu o café, ficou conversando com a gente durante o café.

 Nosso destino - Monte Verde

Uma das pouquíssimas civilizações que tinha

 Já tinhamos andado 3km, a pousada da placa é a que tomamos café.

 a partir desse momento eram muitas subidas, a gente sabia que até monte verde só iria subir 



 Monte Verde a esquerda










 Chegamos nesse ponto, voltar não compensava e a estrada ia nos deixar a apenas 2 km da entrada de Monte Verde.

 Como podem ver era uma área de reflorestamento da Melhoramentos, o jeito era pular o portão e seguir pela estrada


 Daqui pra frente era só Eucalipto pra todo lado, uma floresta deles

 Esse lugar era um labirinto, se não fosse os GPS's a gente estava frito pois o lugar era confuso, as vezes estava não estrada principal e não era o caminho

O Fausto apelidou de "serra da água gelada" 

 Desceu lá, a água estava mais gelada que água de geladeira. Todos descemos para um belo banho e repor as águas das garrafas que estavam no fim. Um pouquinho a frente nesse riacho tinha um possa, todos deitamos e ao deitar era um bérro pois a água era muito gelada mesmo!

Aqui a estrada acabou, virou uma trilha, quase um single track e muito mato, pedras grandes no chão 


 O jeito foi empurrar

 Depois de bastante pedalar e subir cheguei a este local que está sendo feito o corte dos eucaliptos.


 Era quase o fim da serra, o fim das subidas e o término da estrada.

 Chegamos na porteira, estrada de asfalto e o Vitor esperando a gente

Companhia Melhoramento SP

Estrada Camanducaia - Monte Verde 

 Ainda bem que já saia bem perto da entrada da cidade




 Emfim!

O trio parada dura! 

O uniforme na verdade foi pura coincidência 

 Saida de Monte- Verde, demos uma volta, comi um salgadinho e tomamos Coca-Cola

 Só pirambeira pra descer sentido Camanducaia, ainda bem que era pra descer!


 Mirante


Nem dá pra ver a estrada de tão inclinada 





E rapidamente chegamos a Rodoviária, compramos passagem, tomamos lanche, deixamos tudo certo para embarcar e voltar para São Paulo. 

Essa viagem foi emocionante e desafiadora

Obrigado pelo acesso e até a próxima!